
“É uma má ideia”, disse Moro. É retrocesso. A lei de monitoramento do Coaf de operações bancárias suspeitas tem que valer para todos. Todos! “Erga omnes”. No Brasil todo mundo quer ser excluído das regras gerais e impessoais. É o cordialismo da nossa péssima formação cultural (como diz Sérgio Buarque, Raízes do Brasil, que chama o cordialismo de “demônio pérfido”).
Democordialismo é o cordialismo do demônio destruidor da civilização. Cordialismo é o oposto de civilidade. Privilégios injustificados é coisa do democordialismo. A origem do atraso do Brasil moderno.
Privilegiar parentes de políticos é favorecer a impunidade do grande saqueamento do dinheiro público feito pelos pactos das oligarquias que mandam no país. Há parentes de políticos que são bandidos, mas há também os “laranjas”.
Os bancos hoje olham com atenção movimentação acima de R$ 10 mil. É correto eliminar esse limite. Cada caso é um caso. Às vezes o depósito é de R$ 2 mil e se refere a uma corrupção. Isso é lavagem de dinheiro, que o banco deve evitar sob pena de ser também responsabilizado.
Os bancos devem aprimorar seus mecanismos de controle para diminuir o risco de operações suspeitas. Devem analisar responsavelmente todas as operações financeiras. A norma está em discussão para entrar em vigor em 2020.
Lei e Ordem acima de todos (todos!) e Ética Humanista acima de tudo. Se nós não discordarmos duramente do privilégio, será vitória das oligarquias bandidas. No Parlamento lutarei para derrubar eventual decreto que contemple esse odioso privilégio.
Chegou a sua vez de lutar contra essa aberração, contamos com seu trabalho qualificado para o bem do país.
Ainda bem que temos pessoas como o senhor para ser exemplo da ética, tão importante para que nosso país se recupere de uma época de desvarios e roubos absurdos .Contamos com o senhor agora no Congresso,para lutar pelo que o tem movido que é a ética e a verdade.