
A desigualdade que sempre existiu se agravou nas últimas cinco décadas, sobretudo nos países capitalistas mais ricos (destacando-se os EUA). No Brasil, recente pesquisa de Pedro Henrique Ferreira de Souza (Uma história de desigualdade: a concentração de renda entre os ricos no Brasil, 1926–2013) revela que não tivemos grandes avanços nesse campo. Há oscilações pequenas no nível de desigualdade, mas ela é uma constante que persegue a humanidade. A pesquisa do autor citado revela que no Brasil a desigualdade é a regra. Somos o segundo país mais desigual do planeta. Durante os regimes autoritários a disparidade de renda e de riquezas entre as pessoas tende a aumentar (caso do Brasil, de 1930-1945 e de 1965-1977), mas também já experimentamos momentos de implementação de políticas tendencialmente redutoras da distância entre os ricos e os pobres como foi o caso da América Latina na primeira década do séc. XXI. Daí para cá o que se vê é só o recrudescimento da desigualdade, aumentando-se em cada dia a concentração da riqueza nas mãos de poucas pessoas, deixando a maioria da população sem as mínimas condições de um padrão de vida razoável.
Muita gente confunde desigualdade com pobreza. Tirar milhões de pessoas da pobreza não significa uma vida minimamente igualitária. A China constitui um exemplo de redução de pobreza, mas é também um país extremamente desigual. O Chile apesar dos indicadores econômicos bem positivos também se revelou um país fortemente desigual. A desigualdade entrou na pauta política do mundo todo. Ela decorre do atual modelo capitalista, neoliberal, que foi adquirindo características cada vez mais selvagens, e que, paradoxalmente, melhorou as condições de vida da população, mas não ofereceu um padrão mínimo de vivência digna. Isso explica o fato de milhões de pessoas que falam ao celular e que ainda não defecam em vasos sanitários, sujeitando-se a todo tipo de doenças em virtude das carências sanitárias básicas.
A questão é saber o que historicamente tem contribuído para a promoção da menor desigualdade possível. No livro The Great Leveller (O grande nivelador) o professor Walter Scheidel, da Universidade de Stanford, descreve os quatro cavaleiros do apocalipse (peste, guerra, fome e morte) (Revista Exame, 3/5/2017). Inspirado nessa narrativa, ele desenvolve os grandes fatores niveladores da igualdade. Ou seja, a desigualdade somente se altera diante de grandes fenômenos violentos que transformam radicalmente a estrutura socioeconômica do país. Para o autor os quatro cavaleiros da redução da desigualdade são: epidemias, revoluções, grandes guerras e colapso dos Estados.
Um exemplo de epidemia devastadora foi a peste negra no séc. XIV na Europa. Dentre as guerras que alteraram a questão da desigualdade destaca-se a Segunda Guerra Mundial. A Revolução Francesa constitui outro exemplo de grandes modificações da sociedade. Ruanda, Serra Leoa e Império Romano servem de paradigma de Estados que colapsaram. A esse rol de “cavaleiros do apocalipse” na questão da desigualdade poderíamos agregar a Grande Depressão de 1929. Ela também promoveu significativas mudanças socioeconômicas, permitindo a elevação da qualidade de vida de milhões de americanos. Foi a partir da Grande Depressão que o governo americano, sob o comando do presidente Roosevelt criou o chamado New Deal. Essa política intervencionista é conhecida como Keysianismo porque imaginada por John Keynes. Significou naquele momento histórico uma fortíssima intervenção estatal na economia e no mercado. Era o início do que depois veio a se chamar Estado de bem-estar social, após a Segunda Guerra Mundial.
Outro fator que altera a questão da desigualdade são as comoções sociais. O Chile, hoje, constitui exemplo disso. O povo por meio de protestos está conseguindo uma série de medidas e providências concretas no sentido de melhorar o padrão de vida dos chilenos (pensão, saúde, educação, sistema tributário). Como se vê, desgraçadamente, como regra, a redução da desigualdade ocorre somente por meio de processos drasticamente violentos.
No momento em que estamos vivendo talvez a maior pandemia de toda a história da humanidade é de se supor que tudo isso vai facilitar a construção de um novo mundo com justiça social e solidariedade. Os capitalistas, nesses momentos históricos, acabam perdendo parte da sua riqueza, mas a desigualdade é reduzida. Minha tese é de que o capitalismo atual, chamado de neoliberal, chegou no seu ponto máximo de esgotamento. Temos que sonhar com um novo tipo de capitalismo, inclusivo e protetivo (solidário). Tudo isso nos deixa como lição que não temos que ter um Estado nem mínimo (como quer o neoliberalismo) nem fortíssimo (como desejam os regimes ditatoriais, do tipo fascista, nazista, comunista ou populista). Ao Estado compete, junto com o mercado, desenvolver políticas públicas inclusivas.
A riqueza e a renda nos países extremamente desiguais estão concentradas fundamentalmente nas mãos de uma elite, que é chamada de plutocracia (governo ou poder dos ricos). No Brasil, por exemplo, quase um terço da renda nacional está nas mãos dessa plutocracia que faz tudo para canalizar a riqueza da nação para seus bolsos. Isso deriva dos privilégios que as plutocracias impõem em favor delas. Como exemplo, cabe citar o privilégio tributário. As pessoas mais ricas pagam menos impostos que as pessoas pobres. Esse fenômeno é percebido pela população como injustiça e toda injustiça gera ressentimentos. Os ressentimentos geram ódio e revoltas. Isso explica boa parte dos atuais populismos autoritários ligados a esses afetos.
Em países como os escandinavos (Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia…) as plutocracias também existem. Mas nesses países elas não chegam a canalizar a riqueza da nação em benefício próprio. Respeita-se o princípio do bem estar coletivo, com promoção de políticas públicas inclusivas na área da saúde, educação, proteção social, transportes etc. Nesses países o risco de comoção social e de regimes populistas é muito pequeno. Tudo se passa de forma diferente nos países extremamente desiguais, incluindo os ricos.
De acordo com o professor Walter Scheidel os dois processos mais trágicos e frequentes de redução da desigualdade são as epidemias e o colapso do Estado. Já estamos vivenciando no Brasil esses dois processos, de consequências inimagináveis. O certo é que diante desses processos agressivos os ricos ficam mais pobres e os pobres mais miseráveis. É previsível que isso possa ocorrer no mundo todo diante da pandemia do coronavírus.
As pandemias exigem intervenção forte do Estado, assim como uma grande união solidária, para preservação de vidas. O que há de mais errado nesse momento é diminuir a gravidade do fenômeno. Muitos governos estão agindo de maneira responsável e já tomaram medidas concretas há vários dias. Não é o caso no entanto do governo Bolsonaro que deveria ter instituído um gabinete emergencial desde o primeiro momento em que se divulgou a capacidade trágica do novo vírus. O povo está reagindo ao atual governo justamente por ele manipular as consequências graves de um fenômeno de grandeza tal com o qual a humanidade nos últimos setecentos anos nunca se deparou.
O que fazer? Devemos nos posicionar responsavelmente. O isolamento de pessoas vem sendo observado cada vez mais. No mais, estamos sempre na expectativa de que a tecnologia avançada venha descobrir algum tipo de vacina para assegurar a imunidade da população ou remédio que minimize os efeitos trágicos mortais do fenômeno.
Nas economias planificadas, leia-se, comunistas ou marxistas, busca-se reduzir as desigualdades entre as pessoas. Mas elas acabaram se perdendo em núcleos burocráticos disseminadores de violência e de desrespeito aos direitos fundamentais.
Não é preciso ser um marxista para perceber o mal funcionamento do atual capitalismo. A saída está na mudança profunda do capitalismo, o que não é nenhuma novidade diante do que já ocorreu com o New Deal (déc. de 30) e o Estado de bem-estar social de 1945 a 1975. É inerente ao capitalismo o surgimento de crises. Ele é reinventado em cada crise profunda. Chegou a hora de uma nova mudança. Do capitalismo selvagem temos que avançar em direção ao capitalismo solidário. Isso significa, desde logo, promover todos os esforços possíveis para a redução da desigualdade. Todo ser humano tem direito a uma vida com dignidade. Não somos todos iguais, evidentemente, mas as plutocracias que concentram as riquezas da nação não podem ignorar as carências básicas das pessoas.
As epidemias geram drásticas consequências para a humanidade, mas não são eternas. Quem retratou bem essa realidade foi Albert Camus no seu livro A peste. É interessante observar que a obra citada não só se refere literalmente às pandemias como também se refere aos regimes ditatoriais, carregados de ódio, racismo e rancor.
Uma das consequências da pandemia do coronavírus talvez seja o incremento dos populismos autoritários, que podem adotar o estado de sítio, que é um estado de exceção, com redução das garantias fundamentais das pessoas.
As grandes divisões ideológicas (esquerda e direita), assim como os populismos autoritários não são instrumentos adequados para enfrentar as terríveis tragédias da humanidade. É preciso dar um basta a essa polarização esquerda/direita e adotar como regra governamental o pragmatismo, fundado em decisões científicas e inspirado em valores humanistas de dignidade e respeito à pessoa humana.
Capitalismo ético não significa só lucro para as empresas. Isso acaba de ser reconhecido pela Business Roundtable, representando as 181 maiores empresas do mundo. As atuais ameaças evidenciam a necessidade de reinvenção do capitalismo, com pragmatismo, ética e compromissos recíprocos, isto é, chegou a hora do capitalismo solidário.
LUIZ FLÁVIO GOMES, jurista e Deputado Federal por São Paulo.
Sem sombra de dúvidas é um dos melhores textos escritos que já li sobre a questão mais delicada em envolve o atual momento mundial. O fracasso do atual sistema que domina o mundo. É hora de reinventar, não se trata nem de esquerda e nem de direita, o foco tem que ser o “ser humano como a principal prioridade, não existe lucro, renda, capital sem o ser humano, e não existe ser humano sem condições mínimas de dignidade, de subsistência, de saúde. Só existe “riquezas”, se o ser humano existir. O pensar, o criar, o sentir, são características inerentes ao ser humano, máquina nenhuma será capaz de substituir o que tem de mais valioso nesse mundo, que é a vida.
Professor LFG.O senhor acaba de explanar, com muita excelência, uma forma de sistema político que eu sempre imaginei que pudesse ser criado e implementado. Um ponto de equilíbrio o Estado máximo e mínimo, conforme o senhor mesmo disse: ” Ao Estado compete, junto com o mercado, desenvolver políticas públicas inclusivas’ Parabéns!!! Minha admiração pelo senhor aumenta a cada dia
Belo.texto. precisa sair da teoria e ser posto em prática.
Prezado Flávio,
Essa não esperava de você! Quem é você para falar de capitalismo solidário?
Sem sombra de dúvida é um dos artigos mais ardilosos e comunistas que já li nos últimos tempos que quer atrair a atenção dos idiotas úteis. É a metamorfose do comunismo ateu, marxista, para embair as multidões. Se estas linhas saísse da pena do Lula ou do Presidente da China comunista, Eu entenderia bem, mas de um magnata? Comece, caro Luiz Flavio Gomes, a dividir sua riqueza entre a população mais carente. Seu artigo é um grito para acabar com a livre iniciativa e a propriedade privada. De cunho socialista, o artigo aproveita a crise mundial da pandemia para destruir com a livre iniciativa e a propriedade privada, com o capitalismo, único regime político social que respeita à liberdade das pessoas. Não adianta, Luiz Flavio, você mexer nas liberdades individuais porque estará minando a única forma de crescimento possível: a livre iniciativa. Ninguém trabalha para os outros. Faça essa sugestão em Cuba, na Venezuela ou na China, deixo-nos crescer. Não venha com formas mágicas querer solucionar um problema inexistente. O Brasil é o país do futuro, juntamente com os EUA enfrentaremos o comunismo internacional que o senhor está namorando com o seu artigo.
Não li, em parte alguma do artigo, qualquer menção á retirada do direito à livre iniciativa e à propriedade privada!
O que o deputado está chamando para discussão não é a mudança do capitalismo para o comunismo… se alguém achou isso, então leu com o coração afetado, ou então não leu tudo…
Pelo que entendi, a ideia é EVOLUIR… se os capitalistas entendem este sistema como o melhor sistema já criado até agora, menos para o povo, então o que está se propondo é a evolução desse sistema, para um que dê conta de atender aos anseios do povo trabalhador, como moradia, alimentação, saúde e educação! Direitos básicos para uma vida digna, e nada além disso!
Como a humanidade se organiza em sociedade, e precisamos de líderes para nos organizar, nada mais justo do que esses líderes provenham as soluções necessárias para garantir esse mínimo a todos! E, à partir daí, cada um que continue seu caminho pela livre iniciativa!!!
Gostei da resposta que você deu, e outra ele esta sempre querendo desconsiderar, Deixar de considerar; desprezar, Desvalorizar o nosso Presidente Jair Messias Bolsonaro; não gostei da conversa fiada dele e ainda dizer que o presidente nada fez; quem estava querendo a população toda em quarentena era os vilões do PT do Lula safado que 2009 e nove foi pior a mortalidade e os meios de comunicação, a rede Globo não caiu de pau cima dele; no caso do Bolsonaro ele não pode dar um peido que todos caim cima dele, se depender do nosso presidente só os doentes e os idosos ficam no confinamento para evitar que sejam contaminados e o resto da população certamente voltar a trabalhar e tendo os cuidados necessários, só que esse turminha do mal queriam prejudicar o BOLSONARO, nessas outras eleições só vai da Ele e o nosso Juiz Sérgio Fernando Moro, o resto é só conversar fiada; Fica Todos com Deus!!!
Sério que vc acredita que a desigualdade é um “problema inexistente”?
O texto do professor é muito bom e resume a questão da desigualdade social causada pelo capitalismo selvagem, é verdade, o que não é verdade, tem aparência de descaso, é o triste pronunciamento do presidente que por estar mau acessorado não soube transmitir o seu discurso, a verdade é que texto como esse do professor causa um efeito negativo nas ações acertadas do governo, acho que deveria ser mais honesto, o que o senhor com seu discurso bonito tem cooperado no Congresso de forma efetiva? Falar e criticar é fácil, difícil é ser presidente do Brasil com tantos inimigos gratuitos.
Christian,
Que bobagem essa sua! Achar que o capitalismo solidário ou socialismo disfarçado de caridade com os bens alheios vai resolver o problema da desigualdade. Primeiro porque a desigualdade é um bem. Deus criou os homens em seus acidentes desigualmente. Isso de capitalismo solidário é uma lorota indecente, é o lobo vermelho com pele de ovelha. Será que gostamos de ser enganados? Acha que o Luiz Flavio Gomes será o iluminado que vai resolver o problema da pobreza? kkkkkkkk
Comece por dividir seus bens com os pobres. Os exemplos arrastam!
Não sei se vc sabe mas o professor abriu mão do seu salário de parlamentar, além de investir muitos recursos no combate a corrupção.
Na minha simples opinião, o Brasil é um país autosuficiente, e não tem que se curvar a China em hipótese alguma!!: Exportamos coisas de primeira necessidade para eles e importamos pirataria!! É justo?? Defende esse seu eleitor de Apiai meu querido deputado!!
Parabéns!!! O deputado está achando que os brasileiros são imbecis!
É uma idéia valida para enfrentarmos a pandemia, e melhor, termos um meio de se recuperar harmônica e eficazmente. Afirmar que o Governo Bolsonaro nada esteja fazendo é uma falácia. É querer que o governo não consiga resultafos bons e reais. Bolsonaro está no Governo da Nacao por ter sido eleito pela maioria dos votos. Ele eh o Presidente dos que votaram nele e dos que nele nao votaram. Faz parte da REALIDADE DEMOCRATICA. O não aceita-lo na Presidência eh um tiro no pé de todos os brasileiros.
Criticar, pode; denegrir, nunca!
Correto, está evidente que a mídia esquerda é contra o Presidente, vejo que em um futuro próximo estaremos em uma grande recessao, que vai gerar caos social.
Parabéns Professor LFG. Brilhante trabalho, que de forma cirúrgica discorreu sobre a questão da pandemia e seus reflexos na economia. Contudo faço apenas uma observação que repito importante, qual seja, a falta de cultura política de nosso povo. Quiçá fôssemos um pouco mais politizados (não política partidária) certamente sairíamos mais fortalecidos dessa situação dramática. Avante Avante
Professor… estamos perdendo valores democráticos importantes como a separação dos poderes e isso é muito perigoso para a sociedade.
O executivo federal perdido, um parlamentarismo branco e STF legislando, no meio de uma crise sem precedentes. O futuro é sombrio.
Um ótimo texto. Mais do que efeito e reação, precisamos de ações consistentes e coerêntes.
Prezado Deputado, esperamos que pessoas como o Senhor adote como regra governamental o pragmatismo dentro do Congresso,
Nossos políticos deveriam ser exemplo para os Brasileiros.
Os congressistas devem demonstrar em uma situação crítica como vivemos nesse momento, que são brasileiros e como nossos representantes lutam junto com o povo e para povo, abaixando seus salários e verbas que gerenciam e doando para a saúde.
O dinheiro público deve ser destinado a saúde, educação e a gerar empregos e desenvolvimento.
A administração pública é pesada e os salários dos funcionários acima do mercado de trabalho. temos que começar e porque não pelo congresso?
Otimo texto deputado. Orgulho de ter votado no senhor.
Oro pela sua saude e um breve regresso.
Dr. Luis Flavio Gomes sempre brilhante e com indicações de leituras profundas. Muito grata por essa artigo.
Os Donos do Capital continuarão a serem os mesmos, e nós cá da vez mais empobrecidos por um ciclo insustentável e nojento sendo corroborado pela Corrupção inerente a Plutocracia… Então deixo aqui uma questão imprescindível que nunca poderia ter sido deixada para trás, para segundo ou terceiro plano, onde está a necessária e indispensável Reforma Tributária Popular, isso sim seria ético, humanitário, uma decisão técnica, despolarizadora e de união brasileira na terrível situação de abandono que se encontram os menos favorecidos e explorados pelo Donos Do Capital aqui no Brasil. Parece que há algo obscuro nos últimos DesGovernos, estão tentando implantar o Caos na Sociedade Mediana ou é “apenas impressão”!?
Os Donos do Capital continuarão a serem os mesmos, e nós cada vez mais empobrecidos por um ciclo insustentável e nojento sendo corroborado pela Corrupção inerente a Plutocracia… Então deixo aqui uma questão imprescindível que nunca poderia ter sido deixada para trás, para segundo ou terceiro plano, onde está a necessária e indispensável Reforma Tributária Popular, isso sim seria ético, humanitário, uma decisão técnica, despolarizadora e de união brasileira na terrível situação de abandono que se encontram os menos favorecidos e explorados pelo Donos Do Capital aqui no Brasil. Parece que há algo obscuro nos últimos DesGovernos, estão tentando implantar o Caos na Sociedade Mediana ou é “apenas impressão”!?
Bacana! Esse movimento citado se chama Socialismo, viram não é um palavrão. O comunismo é uma revolução histórica da humanidade em prol da igualdade, onde haverá um modo de governo neste sentido. Hoje o comunismo puro não é possível ainda. Mas ideias socialistas sim.
Fui seu aluno na Rede, sou seu eleitor, peço que lute mais pela desigualdade, considero que uma reforma tributária pode ajudar muito nisso, mais tributos diretos, menos indiretos. Tributar Grandes Fortunas, Dividendos, Heranças. Menos ICMS, IPI, ISS.
Forte abraço LFG.
Senhor Deputado, precisamos que o senhor lute no Congresso contra as grandes desigualdades entre o povo e os políticos. Vamos começar por acabar com a bandidagem da esquerda, depois com os altos salários dos políticos, para início de conversa. Dividir o que pertence aos empresários e trabalhadores é um roubo. Vamos dividir o que a classe política roubou do Estado, ao longo de décadas, e não tocar no patrimônio dos trabalhadores.
Como instituir um gabinete emergencial com pragmatismo, participativo entre demais representantes políticos? Seria dentro do Ministério da Saúde? Ou entre os três poderes?
A nível federal ou federativo? Só acho que neste país a política partidária se fecha na hora de reconhecer a importância da interdependência em suas relações. Acho que sei que um gabinete emergencial precisa de conhecimento científico que vá muito além de conhecimento no nível do nosso cotidiano que mal funcionava.Não sei quem seriam estes respeitáveis gênios , estudiosos e cientistas.Sei, provavelmente, que este governo presidencial que está aí tem característica de não ao diálogo e queria saber de quem ele é peça de manobra neste maximecanismo capitalista que antes do caos da pandemia coronavirus são experto em caos nos diversos aspectos na vida de qualquer um de nós.Obrigada pelo envio do artigo.Avante a estruturação de um gabinete emergencial.
Na verdade as pessoas falam em democracia, mas não adimitem, que seu opositor ganhe uma eleição. Pra eles bom é como estava, os brasileiros sendo roubado. Um bando que continua mandando e roubando da mesma forma penso que ele é da opinião que o lula tem que permanecer solto e se possivel elege -lo Presidente novamente. Sem escola sem segurança e muito menos saude. O cara fala bonito mas, fala resguatdando a sua ideia e sua grana. Parabéns Professor. Otima idéia acho que o Brasil vai virar de ponta cabeça.
Muito bom o texto. Infelizmente quando se fala em diminuir as desigualdades sociais, muitos pensam na ideia simplista de tirar de quem tem (e que provavelmente merece o que tem) e dar para quem não têm…Fazer isso não resolverá o problema e já aprendemos isso ao longo pelo menos do século 20. A proposta não pode ser essa. Miremos como exemplo e como menciona o artigo, as sociais democracias da Europa (Suécia, Dinamarca, Noruega, etc). São democracias capitalistas, porém onde as desigualdades estão, aí sim, dentro de níveis que podemos considerar naturais dadas as escolhas de cada cidadão em exercer essa ou aquela atividade, todas consideradas dignas e contribuidoras para o país e a sociedade. Diferente do Brasil onde temos uma situação que chega a ser desumana. Como resolver isso? Em parte com políticas públicas, pois o mercado sozinho não resolverá a desigualdade. Aliás aprendemos lá na década de 30 que o laissez faire, laiseez passe não foi suficiente para a riqueza e felicidade das nações. Talvez (e digo talvez porque é só um palpite) o segredo esteja no dourado caminho do meio, defendido por algumas filosofias para outra questões e que poderia ser aplicado também na economia, ou seja, nem só Keinesianismo e nem só neoliberalismo.
Parabens Adilson!
Seu comentário foi brilhante. O Professor parece que está de namoro com o socialismo ao propor capitalismo solidário. O regime capitalista é solidário porque dá emprego para a população. A classe empresária e os fazendeiros são os que garantem à nação uma vida digna para a população. Essa estoria do Luiz Flavio é conversa fiada para boi dormir.
Excelente texto
Prezado Deputado.
Com os dados abaixo, definitivamente o problema do nosso país, não esta calcado no sistema capitalista. Senão vejamos:
Matematicamente insustentável.
1 Presidente da República
1 Vice-presidente da República
1 Presidente Câmara federal
1 Presidente Senado Federal
81 Senadores
513 Deputados federais
27 Governadores
27 Vice-Governadores
27 Câmaras estaduais
1.049 Deputados estaduais
5.568 Prefeitos
5.568 Vice-prefeitos
5.568 Câmaras municipais
57.931 Vereadores
Total: 70.794 políticos (não estamos falando de nenhum partido de forma específica)
12.825 – Assessores parlamentares Câmara Federal (sem concurso)
4.455 – Assessores parlamentares Senado (sem concurso)
27.000 – Assessores parlamentares Câmaras Estaduais (sem concurso – estimado/por falta de transparência)
600.000 – Assessores parlamentares Câmaras Municipais (sem concurso – estimado/por falta de transparência)
Total Geral: 715.074 funcionários não concursados
Gasto
248 mil por minuto;
14,9 milhões por hora;
357,5 milhões por dia;
10,7 bilhões por mês;
Gasto Total: acima de 128 BILHÕES por ano + 6 BILHÕES do FUNDO PARTIDÁRIO para 2018. Além disso, deve-se computar o rombo na previdência social com suas aposentadorias alienígenas.
35 Partidos registrados no TSE + 73 partidos em formação.
E o pior, mas muito pior: Governança zero, zero, zero!!!
As perguntas cabíveis diante dessa situação são as seguintes:
Será que a reforma da Previdência é a única prioridade nacional?
– Essa multidão de políticos, que além dos suntuosos salários e benefícios absurdos, é justificável e necessário?
– E até quando?
sergiomeloassessoria@gmail.
Caríssimo Mestre e Digno Deputado
Deus acima de tudo.
Seu artigo mexeu com muitos dos nossos pares, e talvez, com tempo de sobra para reflexão e movidos pela emoção a flor da pele, as críticas mesmo sendo positivas ou negativas, são no mínimo, salutares.
Talvez poderíamos analisar profundamente cada opinião, de forma crítica.
Ou de outro modo, como um mestre que quer tirar o melhor do educando.
O digno educador poderá, responder a cada um com o respeito e o carinho que lhe é peculiar.
Somente com habilidade, entendimento e compreensão, poderíamos em detrimento, abrir mão das nossas opiniões, para compreender o outro.
Somos seres inteligentes e capazes, e normalmente ficamos embevecidos com os elogios, e aborrecidos com as críticas, mas não podemos de forma alguma elevar o no ego ao ponto de achar que sabemos tudo.
Pois somos eternos aprendizes, e nossa ótica não pode ser tópica, superficial e adjetiva.
Nossa visão, deve ser por analogia, como um veículo que anda sempre de farol alto.
Devemos ver, pensar e agir, de forma ampla, projetiva e percuciente.
E deixemos de insuflar o nosso ego e vamos pensar no outro.
De modo , que mesmo em conformidade com vossa opinião, ainda estamos montados nos cavalos desgovernados de Platão.
Olá!!!Estamos vivenciando uma fase terrível,onde políticos corruptos usam da falta de informação um povo ,que o mundo muda e a maioria permanece igual!!!Tenho 61 anos ,já conquistei e tenho muito a conquistar!!!Sou parceira de uma empresa que tenho maior orgulho em representar ,pois pratica o capitalismo solidário!!!Nunca achei que as coisas estejam ruins pois temos a oportunidade de fazer diferente!!A maioria só reclama!!!Muito sábio e verdadeiro ,mas espero de verdade que um dia possamos ter menos desigualdade!!É que as pessoas consigam ver de verdade p/onde o mundo caminha!!!
Maior pandemia da historia da humanidade??
Ta zuando? Ta querendo assustar o povo!
Que palhaçada é esta?
O Grupo do Bem Estar e da Felicidade se solidariza com a família, os amigos e admiradores do professor Luiz Flávio Gomes que deixa um inestimável legado de defesa da Justiça, da Ética e da Democracia embasadas em Humanismo que precisamos resgatar para alcançarmos Paz e Harmonia Sociais, indispensáveis para o Bem Estar e a Felicidade.
Joyce Aparecida Lino Almeida e família se solidariza com a família, amigos e admiradores do professor Luiz Flávio Gomes um Homem integro, um amigo….Saudade infinita!